O que são as ações de tecnologia? Conheça mais sobre esse investimento temático.

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As ações de tecnologia já provaram que são de fato um investimento dos mais rentáveis para quem pretende ingressar na bolsa. Os números estão aí para comprovar que esse segmento é uma opção a ser considerada no longo prazo. Afinal, ao menos um quarto do valor de mercado do S&P 500 é formado pelas empresas do ramo, a maior participação dos últimos 15 anos.

Independentemente da atual conjuntura e das perspectivas amplamente favoráveis, isso não significa que basta comprar ações e esperar o dinheiro aparecer. Como toda negociação envolvendo ações, com as empresas de base tecnológica isso também deve ser feito estrategicamente, de acordo com seus interesses e orçamento para investimento.

Por isso, fica o convite para continuar conosco até o término deste artigo. Durante a leitura, você saberá quais são os riscos e as possibilidades do mercado de ações tecnológicas para investir com mais segurança. Confira!

O que são as ações de tecnologia?

Embora as commodities sejam ainda fundamentais para movimentar a economia mundial, não é exagero dizer que dados são o novo petróleo, como bem observou o CEO da Mastercard, Ajay Banga.

Afinal, no top 3 das marcas mais valiosas do mundo estão elas, as empresas de base tecnológica: Apple, Google e Microsoft. Quem negocia ações deste segmento está lidando com ativos de muito valor.

No extremamente competitivo nicho tecnológico, a evolução do mercado de ações acompanha o ritmo de crescimento dessas empresas. Nesse caso, o que está em jogo são negócios incrivelmente escaláveis, que crescem de forma exponencial.

Não é por acaso que, no Brasil, a ascensão das startups unicórnio nos últimos três anos tenha sido tão rápida e avassaladora. Assim como não é coincidência que, desses unicórnios, todos, sem exceção, sejam empresas de base tecnológica que operam a partir da nuvem.

Que fatores considerar para investir nessa modalidade?

Basta uma rápida análise nos gráficos de crescimento dos últimos dez anos para constatar que as principais marcas do setor só fizeram crescer.

Com essas ações, os índices também crescem — exemplo disso é o S&P 500, cuja expansão está diretamente ligada aos papéis das gigantes Facebook, Apple, Amazon, Microsoft e Google. Logo, quem busca por ganhos sólidos — ainda que a curva de expansão dessas empresas possa reduzir —, pode procurar a opção de investir nesses ativos.

Quais as principais características desses ativos? 

Por outro lado, como em qualquer investimento no mercado de ações, é preciso observar os riscos inerentes à compra desse ativos. Ações de empresas tecnológicas não diferem das outras quando se trata de volatilidade. Sendo assim, elas oscilam nas negociações como todas as concorrentes, podendo assim levar investidores a perdas e ganhos igualmente expressivos.

Saindo do terreno financeiro, é preciso destacar o papel cada vez mais central que empresas de viés tecnológico exercem para a economia global. O fato das marcas mais valiosas do mundo fazerem parte desse tipo de negócio se justifica, já que elas apresentam características que as tornam singulares. 

Nesse sentido, talvez o traço que mais auxilia essas empresas — e suas ações — a apresentarem performance acima da média seja o foco no cliente. Poucos ramos levam tão a sério questões como Experiência do Usuário, Escalabilidade e Customer Relationship Management (CRM) como o de tecnologia. 

Que cuidados ter ao comprar ações de tecnologia?

Embora navegando em um oceano azul, as ações de tecnologia possivelmente não irão apresentar lucro eternamente. Há, inclusive, uma percepção no mercado de que a bolha pontocom do ano 2000 venha até a se repetir em breve. Naquele ano, diversas empresas de base tecnológica quebraram depois que seus valores foram considerados superestimados.

Alguns especialistas no mercado financeiro afirmam que o momento atual é bastante parecido com o de 20 anos atrás. Essa percepção ganha força quando se observa que o contexto é similar: forte dependência do índice S&P 500 dos ganhos das gigantes da tecnologia, o que poderia levar a bolsa ao colapso, caso uma delas venha a apresentar queda na performance.  

Como ficam essas ações em meio à crise do coronavírus?

Uma prova de que esse receio tem algum fundamento é o desempenho de ativos de empresas de tecnologia em meio à atual crise provocada pela pandemia de COVID-19. Já no fim de fevereiro, a Microsoft anunciou que não bateria as metas de receitas esperadas para alguns de seus produtos. O mercado reagiu prontamente, com as ações da companhia apresentando queda de 2,63% na NASDAQ.

Panorama semelhante formou-se com a líder mundial Apple que, naquele momento, registrou queda de 3,44%. No embalo, a Alphabet/Google caiu 2,27% e o Facebook, a menos afetada das empresas, 0,81%. Portanto, diante das incertezas geradas pelo coronavírus, é preciso cautela redobrada ao investir, mesmo nas ações das grandes empresas tecnológicas.

E as ações que não são ligadas ao setor tecnológico?

Embora as ações de tecnologia estejam entre as mais rentáveis, isso não quer dizer que o mercado para empresas de outros segmentos seja inviável. Pelo contrário, como mostrou em um artigo o portal CNBC, as ações que apresentaram crescimento de 1000% ou mais em dez anos não foram desse ramo. 

Investir no Brasil ou no exterior?

As oscilações do mercado financeiro internacional atingem com mais força mercados emergentes, como os do Brasil. A propósito, a crise de coronavírus fez com que a B3, a nossa bolsa de valores, apresentasse a maior queda entre as bolsas mais relevantes do mundo.

Esse cenário levou a uma fuga de capitais estrangeiros da bolsa brasileira, de diversos investidores que optaram pelo Flight to Quality. Em outras palavras, alguns investidores decidiram que o risco de investir no Brasil, por enquanto, não está compensando.

Em momentos assim, você pode considerar investir em ações de tecnologia. O ideal é fazê-lo por meio de uma corretora localizada na maior economia do mundo, a norte-americana, como a Avenue Securities.

E você, o que pensa sobre investir no atual momento? Deixe um comentário e enriqueça o debate!

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