Bull e Bear Market: saiba mais sobre esses termos de mercados

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Bull e bear market são dois termos que instigam os que não têm ainda tanta familiaridade com os jargões do mercado financeiro. No entanto, é interessante para quem investe entender seus significados no contexto das transações.

Vamos ver então o que isso significa mais exatamente?

O que significam os termos Bull e Bear Market?

Os termos de mercado bear market e bull market são utilizados para designar os momentos em que o mercado financeiro opera em alta (bull), ou baixa (bear). E por que associar esses mamíferos para se referir a períodos de instabilidade?

Na verdade, a associação tem a ver com a forma com que touros e ursos atacam suas presas. No primeiro caso, o padrão de ataque é sempre o golpe usando os chifres pontiagudos que, por sua vez, levantam a vítima. Por isso, quando o mercado está em alta, é como se os ativos financeiros fossem “golpeados” por um touro sucessivamente.

Já os ursos, quando atacam, costumam cravar suas fortes garras nas vítimas, fazendo-as cair. De forma análoga, é o que acontece com o mercado em baixa, ou seja, é como se um urso estivesse o tempo todo empurrando os preços para baixo.

Quais os momentos mais marcantes do mercado em relação ao Bull e Bear Market?

Os maiores bull markets da história dos EUA comprovam que não é nada exagerado comparar as altas com os violentos ataques dos touros. Vale salientar que, na natureza, raros são os casos de investidas espontâneas desses animais.

De qualquer forma, é indiscutível o estrago que eles causam se decidirem usar sua força para subjugar uma vítima. O mesmo é válido aos ursos que, se provocados, podem derrubar seus agressores com grande facilidade.

Confira, então, quais foram os momentos da história do mercado financeiro americano

e brasileiro em que bulls e bears marcaram presença.

Grande depressão

Se investir em ações pode ter sido ruim durante a depressão de 1929, tendência inversa se verificou nos anos seguintes. Afinal, foi depois do crash da bolsa de Nova Iorque e dos graves danos gerados na economia norte-americana que o então presidente Franklin Roosevelt lançaria um arrojado plano de recuperação.

Em resposta, entre os anos de 1932 e 1937, o mercado financeiro dos Estados Unidos acumulou uma alta de 325% em um dos maiores bull market de todos os tempos.

Guerra Fria

Na década de 1950, as instabilidades no leste europeu e o conflito em Suez, no Egito, levaram o índice S&P cair 22%. Além disso, a percepção de que os Estados Unidos estavam atrás da antiga União Soviética na corrida pela primazia tecnológica fizeram com que os preços caíssem de forma expressiva.

Foi então que, entre 1957 e 1961, o índice S&P começou a se recuperar, em um bullish acumulado de 86%. Nesse cenário, um “tal” de Warren Buffett, um jovem investidor, começou a alertar o mercado sobre uma possível supervalorização dos papéis das empresas.

Meados da década de 60

Embora por um período mais curto — apenas 17 meses — o bull market entre 1966 e 1968 foi marcante o suficiente para que se tirasse dele algumas lições. Nesse caso, a alta foi motivada pelo baixíssimo desemprego nos Estados Unidos, estimado em apenas 3,4%.

Conclusão: o mercado registrou sucessivas altas, acumulando nessa fase valorização de 50%. Então, a partir de 1968, com a repercussão da Guerra no Vietnã e dos assassinatos de Martin Luther King e do presidente Kennedy, os ursos voltariam a atacar.

Reaganomics

O presidente e ex-ator Ronald Reagan ficou conhecido por lançar uma política de cunho liberal na primeira metade da década de 1980. Conhecida como “Reaganomics”, ela se caracterizou por estímulos econômicos e corte de gastos públicos que reduziu o desemprego de 11% para 6%. O resultado foi um bull market que levou o índice S&P a registrar alta de 27% entre 1982 e 1987.

Crise de 2007/2008

Bull ou bear estão, de certa forma, sempre associados. Em outras palavras: momentos de bullish são, via de regra, precedidos de bearish e vice-versa. Um bom exemplo disso foi a crise dos subprimes em 2007, quando o índice S&P caiu 57% entre 2007 e 2009. Isso porque no período que vai de 2002 a 2007, houve uma sobrevalorização do mercado imobiliário norte-americano o que, por sua vez, fez surgir a chamada “bolha especulativa”.

Coronavírus

Mais recentemente, durante a pandemia do COVID-19, o mercado dos Estados Unidos registrou quedas expressivas. Só em fevereiro de 2020, por exemplo, o índice S&P acumulou queda de 7,66%, a maior dos últimos dez anos para o período.

Plano Collor

Além do mercado externo, pode-se dizer que o brasileiro também teve seus momentos históricos de bull e bear market. Um deles foi em 1991, logo no início do governo do presidente Fernando Collor, quando a B3, então Bovespa, registrou em um único dia 36,05% de alta.

Bolha da Internet

As ações de tecnologia estão cada vez mais bem cotadas e, em 1999, esse movimento era ainda de maior intensidade. Em janeiro daquele ano, a Bovespa registrou alta de 33,89%, com um acumulado no ano de incríveis 151,9%. Tudo por causa da expectativa gerada pela internet e a descoberta do potencial do setor tecnológico.

Qual a importância de acompanhar o mercado por meio desses termos?

Bull e bear market, como vimos até aqui, são termos fundamentais que todo investidor deve saber, porque eles sinalizam para momentos de instabilidades prolongadas ou severas. Sendo assim, é preciso redobrar a cautela ao investir quando o mercado se apresentar com tendências de queda ou alta acentuadas e/ou persistentes. Na dúvida, talvez seja melhor esperar ou investir em ativos mais conservadores, como os de renda fixa.

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