Guia de como investir: tire suas dúvidas sobre o assunto

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Diariamente, a imprensa compartilha informações e notícias sobre o mercado de capitais, de ações e da bolsa de valores. O comportamento da bolsa e a variação no preço dos papéis dizem muito sobre a economia e os movimentos políticos e as oportunidades para investidores de todo o mundo.

Mas como investir em ações? Como um simples consumidor de informações sobre o mercado pode se tornar investidor? Será que existem segredos ou requisitos essenciais para quem deseja aplicar o seu capital nas bolsas de valores do mundo?

Neste guia especial, o leitor vai ter acesso a um panorama sobre como investir no exterior, com as principais perguntas e respostas envolvendo ações e a bolsa de valores.

No decorrer da leitura, você vai descobrir o que são ações e ativos diversos, quais são os tipos, o capital necessário para começar a investir, o passo a passo para quem está iniciando nesse mercado, as diferenças entre ativos na bolsa nacional e ativos nas bolsas internacionais, as taxas e as tributações incidentes, entre outros aspectos importantes sobre o assunto.

Quer saber mais sobre ações e ativos no exterior e começar a investir com conhecimento e o domínio básico dos seus principais conceitos? Então, continue a leitura e descubra!

O que são ações?

As ações, também chamadas de papéis, são pequenas partes de uma empresa. Imagine que uma companhia seja dividida em reduzidas porções, todas iguais. Cada um desses pequenos pedaços é uma ação.

Ao adquirir uma ação na bolsa de valores, o comprador se torna sócio da empresa que emitiu o papel. Sendo assim, ele tem o direito de receber os lucros que são distribuídos pela companhia e, em alguns casos, também pode votar em assembleias. De acordo com a Investopedia:

Uma ação (também conhecida como patrimônio) é um tipo de título que significa uma propriedade proporcional da empresa emissora. Isso confere ao acionista a proporção de ativos e ganhos da corporação.

Para que uma empresa possa vender suas ações na bolsa, é necessário que ela realize um processo de abertura de capital. Ao fazer isso, a organização tem diversos benefícios — o principal deles é, sem dúvida, a possibilidade de se financiar por meio da oferta de ações, captando recursos que podem ser aplicados em diversos setores do seu negócio.

Dessa forma, quando um investidor compra ações de uma empresa, o dinheiro aplicado é convertido para a organização, que pode utilizá-lo de acordo com as suas necessidades. Isso ocorre no mercado primário. Já no mercado secundário, o valor pago pelas ações não será, necessariamente, enviado para a companhia.

Afinal, qual é a diferença entre mercado primário e secundário?

Entender a diferença entre o mercado primário e secundário é essencial para compreender melhor o valor de uma ação e o impacto da lei de oferta e procura no valor dos papéis.

Sendo assim, o mercado primário pode ser entendido como aquele no qual existe a possibilidade do dinheiro aplicado nas ações ir diretamente para a empresa.

Esse tipo de situação ocorre principalmente na oferta pública inicial, ou initial public offering, também conhecida pela sigla IPO. Entretanto, é importante ter em mente que a IPO não é, necessariamente, sinônimo de investimento de capital dentro da empresa.

O mercado secundário, por sua vez, está vinculado apenas à troca de titularidade. Isso significa que os recursos movimentados não envolvem o patrimônio da empresa. Nesse tipo de transação, quando ocorre a compra de uma ação, o dinheiro vai para o vendedor e não para quem emitiu as ações. Tal mercado ocupa a maior parte de negociações na bolsa.

É importante ressaltar que a aplicação do recurso e da operação em um mercado primário ou secundário não é um critério razoável e suficiente para a definição do valor de um negócio e das suas ações.

De forma geral, o preço dos papéis é definido pela oferta e demanda. Isso significa que o valor pode sofrer variações significativas, dependendo principalmente da liquidez daquela ação.

Mas o que é liquidez?

A liquidez se refere à facilidade de transformar uma ação em dinheiro. Dessa forma, as ações mais líquidas são aquelas que têm mais vendedores e compradores. Por outro lado, os papéis com menor liquidez são aqueles com número de transações reduzidas.

Quais são os tipos de ativos?

Agora que você já sabe o que é uma ação, liquidez e a diferença entre mercado primário e secundário, vamos apresentar os principais tipos de ações e as diferenças essenciais entre elas. Entenda!

Ações Blue Chips

Muito embora a classificação blue chip não seja oficial, ela é muito utilizada pelos especialistas e investidores para se referir às ações com grande volume de negociação e alto valor de mercado.

Isso significa que são ações com alta liquidez, geralmente fáceis de vender e, por isso, muito buscadas por pessoas que atuam na bolsa. Na NASDAQ, entre as ações blue chips mais conhecidas estão as da Coca-Cola, Boeing, Wall-Mart e Microsoft.

Ações Mid Caps

Podemos dizer que a Mid Caps são ações intermediárias. Ou seja, elas não são tão disputadas quanto as Blue Chips, mas podem oferecer alternativas interessantes em termos de liquidez.

É importante destacar que, em alguns casos, as Mid Caps têm um potencial de valorização maior que as Blue Chips, mas também maior possibilidades de perdas. Por isso, elas devem ser vistas de forma estratégica pelo investidor.*

Ações Small Caps

Atrás das Blue Chips e das Mid Caps estão as Small Caps. Esse tipo de ação é oferecido por empresas que têm uma capitalização abaixo das demais. Entretanto, isso não significa, necessariamente, que sejam papéis ruins.

São, sem dúvida, ações mais baratas e arriscadas, mas elas têm o potencial de trazer uma rentabilidade maior para o investidor.

Independentemente da classificação (Blue, Mid ou Small), o investidor deve ter em mente que o principal segredo para uma escolha acertada está associada à análise da empresa que oferece o papel e do contexto mercadológico e econômico no qual a emissora está inserida.

Portanto, para saber se uma ação vale a pena, não basta avaliar o preço e a categoria/classificação na qual se encontra. Também é necessário acompanhar o mercado, realizar análises de risco e avaliar o momento econômico e político.

Ainda, é importante ressaltar que os investimentos a serem feitos devem estar adequados à sua situação financeira, ao perfil de risco e aos objetivos de investimento.

O que são ETFs?

O Exchange-Traded Fund, também conhecido como ETF ou fundo de índice, é um fundo de investimento negociado na Bolsa como se fosse uma ação. Geralmente, os fundos de índice acompanham um índice de título ou índice de ações.

Assim, eles podem ser alternativas de investimento atraentes em razão dos seus baixos custos, inclusive tributários, associado à sua semelhança com as ações.

O que muita gente não sabe é que os ETFs surgiram na década de 1980, nos Estados Unidos, e hoje são consideradas uma das maiores classes de ativos do mercado de investimentos do mundo.

Além de fazer parte do grupo de ativos mais negociados em mercados de ações internacionais, os ETFs replicam índices de ações de vários países, índices de renda fixa, índices de commodities e commodities isoladas, como petróleo.

Diferente do que o investidor encontra nos fundos fechados tradicionais, os ETFs podem ter a emissão ou destruição de cotas realizada de acordo com a demanda. O processo de montagem e desmontagem só pode ser feito por instituições financeiras credenciadas pelos administradores dos produtos, que também são conhecidos como agentes autorizados.

O que são REITs?

Os REITs, ou, Real Estate Investment Trust, representam uma das formas de investimentos mais difundidas fora do Brasil. Mas como elas funcionam na prática?

Um Real Estate Investment Trust é uma empresa, com CEO e conselho administrativo, proprietária de imóveis que operam ativos com o propósito de gerar um fluxo de renda contínuo.

Por se tratar de empresas imobiliárias, a lógica é a mesma de uma ação. Ou seja, o investidor se torna acionista da empresa e passa a ter direito de receber o lucro gerado por ela.

Entre as características comuns dos REITs, podemos destacar a obrigatoriedade de distribuir, no mínimo, 90% da sua receita anual em dividendos aos acionistas. Eles também são obrigados a ter pelo menos 75% do patrimônio investido em imóveis, ações de outros REITs, títulos do governo, dinheiro em caixa ou empréstimos hipotecários.

Outro número importante é da receita bruta, em que 75%, no mínimo, deve ser oriunda de aluguéis, ganhos provenientes de vendas de imóveis ou juros de hipotecas.

Para operar, um Real Estate Investment Trust deve ser composto por, no mínimo, 100 acionistas. É proibida a concentração de mais de 50% das ações nas mãos de cinco ou menos desses acionistas.

Os dividendos são isentos de tributos, assim, a distribuições realizadas entre os acionistas podem ser deduzidas na apuração de lucro para o pagamento de impostos. Vale destacar que nos Estados Unidos os dividendos são tributados.

O que é a bolsa de valores?

Todos os ativos citados são negociados na bolsa de valores. A bolsa é o ambiente onde os investidores se encontram para negociar papéis de empresas de diversos setores.

Historicamente, ela surgiu como um meio no qual as empresas obtêm recursos para investirem em si mesmas. Como já destacamos, as pessoas aplicam o seu dinheiro, compram as ações ou outros ativos e passam a ter direitos sobre eles. Por outro lado, as companhias captam dinheiro a um preço mais barato do que conseguiriam se buscassem empréstimos.

Nesse sentido, a função da bolsa é garantir que as negociações sejam realizadas com segurança e eficiência. Assim, o investidor consegue transacionar com tranquilidade, comprando, vendendo e guardando as suas ações. No Brasil, a bolsa de valores é a B3, antiga BM&F Bovespa. No mundo, as maiores bolsas são as NYSE (New York Stock Exchange) e a NASDAQ, ambas sediadas em Nova Iorque, Estados Unidos. Somando a NYSE e a NASDAQ existem em negociação mais de 6.100 ativos.

Há muito tempo, as bolsas de valores eram conhecidas como um local com muitas pessoas falando ao telefone e gritando. Hoje, as negociações ocorrem de forma totalmente eletrônica, o que torna o ambiente muito mais tranquilo. Na verdade, essa negociação pode até mesmo ocorrer de casa, pelo computador ou celular.

Tanto a NYSE quanto a NASDAQ oferecem oportunidades para brasileiros que desejam aplicar seus recursos em investimentos no exterior. Assim, muitos investidores que vivem no Brasil conseguem operar no mercado norte-americano.

Existe um valor mínimo para investir na bolsa de valores?

Essa é uma dúvida muito comum de quem é investidor e está interessado em negociar na bolsa.

Na Avenue, o investidor individual pode negociar ativos no exterior de acordo com o valor que tiver disponível para investimento. Não há montante de valor mínimo para aporte, nem taxa de custódia e taxa de performance.

Como começar a investir em ações e outros ativos no exterior?

Pode parecer complicado, mas investir em ações, REITs e ETFs é relativamente simples. São três passos principais: abertura da conta em uma corretora, transferência de dinheiro para a conta e o início das negociações.

A primeira coisa que o investidor deve fazer é abrir uma conta em uma corretora. Com a conta aberta, o passo seguinte é a transferência do dinheiro, que pode ser feita por uma simples TED.

Com o dinheiro transferido para a corretora, basta começar a investir, comprando e vendendo ações. Todas operações podem ser feitas por meio do Home Broker, sistema que permite a negociação online.

Se o seu objetivo é atuar no mercado internacional, o processo requer cuidado e atenção. Por isso, é imprescindível contar com o suporte de empresas especializadas em investimentos internacionais.

Hoje, por meio da Avenue, o investidor brasileiro consegue acessar uma plataforma de investimento internacional totalmente em português, com câmbio instantâneo e ferramentas que geram relatórios os quais auxiliam na declaração do Imposto de Renda.

Existem muitas diferenças entre investir no exterior e no Brasil?

Na prática, a lógica de investimento na bolsa é a mesma, seja dentro ou fora do Brasil. A diferença entre investir fora é que o acesso à diversificação em bolsas internacionais é muito maior.

Ao optar por aplicar recursos em bolsas como a NASDAQ ou NYSE, o investidor pode se tornar acionista escolhendo entre milhares de empresas e acessando até 50% do mercado do planeta.

Dessa forma, a principal diferença entre investir no exterior e no Brasil reside na gama de opções e oportunidades encontradas fora do país. Por essa razão, o investimento no mercado internacional é uma oportunidade para a diversificação.

Existem riscos, porém, com o investimento em mercados internacionais. Esses mercados são afetados pela economia local e sempre há o risco de mudanças desfavoráveis na troca de moeda estrangeira. Em geral, a diversificação não é isenta de riscos. Lembre-se de que, embora a diversificação possa ajudar a minimizar os riscos, ela não garante lucro nem protege contra perdas. Sempre há o potencial de perder dinheiro quando se investe em valores mobiliários ou outros produtos financeiros. Os investidores devem considerar cuidadosamente seus objetivos e riscos de investimento antes de investir. O preço de um determinado título pode aumentar ou diminuir com base nas condições do mercado e os clientes podem perder dinheiro, incluindo seu investimento original.*

Quais taxas e tributações incidem sobre o investimento?

Antes de começar a comprar ações e investir seu capital nesse mercado, é essencial conhecer as taxas e os tributos incidentes sobre esses investimentos. Nesse sentido, se considerarmos a Avenue, existe apenas o custo da corretagem.

Taxa de corretagem

A corretagem diz respeito ao custo para compra e venda de ações. Ela poderá ser um valor fixo ou variável. A Avenue tem custos fixos de corretagem. Veja, a seguir, quais são os custos para transações e comissões no caso de Ações, ETFs, REITs e ADRs:

Operações até US$ 100: US$ 1,00 por ordem

Operações entre US$ 101 – US$ 1.000: US$ 1,50 por ordem

Operações entre US$ 1.001 – US$ 2.000: US$ 4,30 por ordem

Operações acima de US$ 2.000: US$ 8,60 por ordem

Veja nossos custos completos em: https://www.avenue.us/custos/

No caso da corretagem fixa, o investidor paga a mesma quantia, independentemente da quantidade de ações e do valor gasto. Isso significa que cada ordem de compra tem o seu custo fixo, não importa o número de ações e o valor gasto pelo interessado.

Na corretagem variável, por sua vez, o investidor paga de acordo com o valor total da sua ordem de compra. A variável não costuma ser tão vantajosa, salvo quando a operação envolve valores muito baixos. A Avenue não adota este sistema de cobrança.

É importante destacar ainda que algumas corretoras efetuam a cobrança de taxas de custódia e taxa de performance, entretanto, este tipo de cobrança não faz parte da política da Avenue.

Veja nossos custos completos em: https://www.avenue.us/custos/

Imposto de Renda

No que se refere à tributação, o investidor deverá prestar contas à Receita Federal, tanto nos investimentos nacionais quanto internacionais. O Brasil e os Estados Unidos têm acordos que fazem com que a declaração do IR seja feita apenas no país de residência fiscal do cliente.

A regra diz que incide a alíquota de 15% sobre o ganho de capital das ações. Ou seja, você só paga o tributo sobre o lucro. Entretanto, só será necessário recolher o Imposto de Renda se as suas vendas forem superiores a R$ 35 mil mensais.

O exposto acima são apenas informações gerais. Os investidores devem se informar e, quando apropriado, consultar um profissional sobre as possíveis consequências fiscais associadas a investimentos no exterior.

Quais são os principais riscos?

A regra do risco deve ser analisada sob uma perspectiva mais ampla, considerando o perfil do investidor, a composição da sua carteira e os seus objetivos no curto, médio e longo prazos.

No caso de investimento em ações, temos dois riscos principais: de liquidez e de desvalorização do ativo. Entenda!

Risco de liquidez

O risco de liquidez está associado à eventual dificuldade de conseguir vender os ativos, caso compre ações de empresas que não têm um volume muito alto de negociações na bolsa. Esse risco é muito mais baixo nas blue chips, por exemplo. Mas uma situação específica poderá impactar até mesmo na liquidez de ações mais competitivas.

Risco de desvalorização do ativo

O risco de desvalorização do ativo está relacionado a um desempenho ruim da empresa ou a situações do mercado e da economia que possam impactar nos lucros, reduzindo os resultados e as expectativas do mercado sobre a companhia. Esse tipo de situação se reflete no preço das ações.

Investir em papéis que ofereçam algum risco de desvalorização do ativo pode ser uma opção interessante para quem tem objetivos no longo prazo, conta com um suporte especializado e tem interesse na dinâmica da economia e do mercado.

Quais são as vantagens e desvantagens de investir em ações?

Entre as principais vantagens, podemos destacar:

  • não é necessário ter muitos recursos financeiros para começar a investir;
  • no caso de algumas ações, o investidor pode receber dividendos periodicamente;
  • é possível comprar e vender ações inexistindo um prazo mínimo para o investimento, como ocorre com outros produtos;
  • você pode acessar mercados internacionais, investindo na compra de ações das maiores bolsas do mundo, como a NASDAQ e a NYSE;
  • a maioria dos investidores só paga o Imposto de Renda sobre os rendimentos na saída do investimento e nos casos em que o resgate for superior a R$ 35 mil.

Já a principal desvantagem do investimento em ações é o seu alto grau de imprevisibilidade, ou seja, ao mesmo tempo em que a rentabilidade pode ser alta, o valor de um papel pode sofrer quedas, às vezes em razão de movimentos políticos e econômicos.

Podemos observar, por exemplo, como a pandemia da COVID-19 afetou os mercados de todo o mundo. A bolsa brasileira e a de diversos países sofreram quedas significativas durante vários dias consecutivos, situação totalmente nova para os investidores que impactou em muitos mercados.

Entretanto, movimentos de crise também podem ser vistos como oportunidades. Afinal de contas, com planejamento e objetivos no médio e longo prazos, há chances de alcançar rentabilidade.

É necessário ter muito conhecimento sobre economia para investir na bolsa?

Não é preciso ser um economista ou um grande conhecedor do mundo dos investimentos para começar investir na bolsa de valores. Porém, é recomendado que você goste de acessar notícias e informações sobre o mercado e a economia do país onde investe.

A Avenue conta com uma área de conteúdo exclusiva para seus clientes, com podcasts diários, lives com especialistas todas às terças-feiras, além de oferecer newsletters semanais, uma área de assessoria com ideias de investimentos e abordagens sugeridas para criação de portifólio.

E então, compreendeu como investir em ações? Os papéis são uma ótima oportunidade de investimento para quem deseja fortalecer o patrimônio e ter segurança no futuro. Portanto, recomendamos que se prepare esse mercado promissor o quanto antes. Conte conosco!

Agora que você já sabe como investir em ações, que tal difundir o seu conhecimento? Compartilhe este conteúdo em suas redes sociais para que outras pessoas fiquem a par do assunto!

*Investir em valores mobiliários envolve riscos, como perda de principal. Os produtos não são segurados pelo FDIC, não são garantidos pelos bancos e podem perder valor.

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