A importância da diversificação em sua carteira de ações

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Analisar, planejar e investir. Essa é uma expressão que pode resumir a jornada do investidor moderno, que reconhece a importância de entender sobre aquilo que está comprando. Por isso, aproveitamos o momento para elaborar um artigo especial sobre diversificação de sua carteira de ações.

O nosso objetivo é destacar como a diversificação e a internacionalização podem ser importantes para o crescimento do seu patrimônio no longo prazo.

Qual a importância da diversificação?

Caso ainda não esteja familiarizado com o tema, aqui vai uma breve explicação. A diversificação é uma estratégia complementar para os seus investimentos, sendo amplamente utilizada tanto pelos pequenos como pelos maiores investidores do mercado global.

O motivo para essa adesão está na racionalidade do conceito, que é evidenciado por uma velha expressão popular: não coloque todos os seus ovos em uma única cesta. Em outras palavras, a diversificação é a estratégia de distribuir os seus recursos entre diferentes ativos.

A diversificação não significa, no entanto, apenas comprar diferentes ações de diferentes empresas. Na realidade, a estratégia é bem executada quando o investidor considera variáveis como o setor econômico, o mercado, a moeda e o nível de correlação entre os ativos no portfólio.

Diversificação entre setores

Digamos que você comprou ações de todas as empresas do setor X. Nesse exemplo, a sua carteira não estaria diversificada. Os seus recursos estariam concentrados em um único setor, apostando no sucesso de todas as empresas no segmento.

Além disso, o seu patrimônio estaria exposto ao risco específico desse setor. Suponhamos que, nesse exemplo, um grande player desse setor decidisse investir pesado na infraestrutura e captação desse mercado. Nesse cenário, existiria uma possibilidade considerável de desgaste das empresas, provocando uma perda generalizada na sua carteira.

Por esse motivo, um dos fundamentos mais importantes da diversificação é a distribuição harmônica dos seus recursos entre diferentes setores, como, por exemplo, financeiro, tecnológico, industrial, farmacêutico e assim por diante. Com essa estratégia, você pode amenizar as perdas de uma grande flutuação provocada sobre um único setor ou uma única ação.

Diversificação entre classes

Já em um segundo ponto de vista, vale destacar que a diversificação também vale para as diferentes classes de ativos. Apenas investir em ações também pode levar à concentração em uma única modalidade, fazendo com que você fique exposto às perdas exclusivas desse setor.

Por isso que é importante considerar classes alternativas, como por exemplo, produtos de REITs e ETFs. Assim, você aumenta a exposição do seu patrimônio a diferentes setores do mercado, distribuindo os seus recursos.

Diversificação entre economias

A internacionalização é uma estratégia de diversificação, em que se evita a concentração de recursos em um único país. Isso é realizado por meio do seu acesso a mercados e bolsas globais, comprando fundos, índices e ações no exterior. Assim, você pode posicionar seu portfólio de forma a evitar a flutuação e os riscos de um único mercado, além de possivelmente aproveitar da variação cambial positiva de uma moeda em detrimento da outra. Um exemplo disso pode ser o mercado americano, que tende a ser mais estável do que o brasileiro.

Diversificando

Abaixo seguem alguns pontos que são importantes a se considerar para a diversificação. Como perceberá, as dicas são práticas e objetivas, estimulando uma reflexão sobre o que você espera ganhar com a sua estratégia.

Defina objetivos claros

Por mais óbvio que isso possa parecer, esse é um ponto crítico para muitos investidores.

Você está construindo um fundo para uma aposentadoria antecipada? Ou criando um patrimônio internacional de financiamento estudantil dos seus filhos em uma Ivy League? Ou ainda, quem sabe, protegendo o patrimônio de uma longa vida de trabalho contra a volatilidade do seu próprio país?

Em todos esses exemplos, existem períodos de maturação, significando que pode se resgatar os recursos aplicados. Com isso em mente, você consegue balizar a sua estratégia de diversificação em diferentes classes e ativos, priorizando curto, médio ou longo prazo.

Além disso, entender os seus objetivos ajuda a aprimorar a sua disciplina, evitando pequenas negligências, como saques antecipados, meses sem aporte e por aí adiante. No final, a diversificação pode ser não apenas uma abordagem para gerenciar a estratégia de proteção de risco, mas também uma estratégia de adaptação.

Entenda seu perfil

Outro ponto fundamental para quem está prestes a montar uma carteira de investimentos é entender a si mesmo. De certa forma, essa é uma sugestão que complementa a anterior. Mas aqui, falamos especificamente do seu perfil de investidor, ou seja, o seu comportamento e tolerância à riscos na bolsa.

Em um primeiro contato com o mercado financeiro, é comum que se tenha uma postura mais arrojada e agressiva, geralmente estimulada pela busca de retornos maiores. Ainda que isso seja uma possibilidade, é sempre importante entender o seu significado.

Sendo assim, é fundamental reconhecer o seu perfil de investidor, identificando uma postura agressiva, defensiva ou moderada. Dessa forma, você será capaz de montar uma carteira de maneira consciente e planejada.

Encontre mercados que se encaixem em sua estratégia

Como já enfatizamos ao longo do artigo, a diversificação pode ajudar a gerenciar o risco, que tem o potencial de melhorar os retornos para qualquer nível de risco que você escolher. Nesse sentido, diversificar significa entender a importância de alocar seus recursos em países ou investimentos cujos retornos não tenham historicamente se movido no mesmo diretório e no mesmo grau.

Um exemplo disso pode ser o mercado americano. Além de contar com uma variedade de escolhas, entre classes, ativos e empresas, a economia americana tende a ser mais robusta e líquida.

Afinal, esse é um país que conta com um melhor controle inflacionário, o que geralmente significa um menor desgaste do poder de compra do seu dinheiro investido. Além disso, a maior estabilidade econômica costuma ser benéfica para a moeda americana em detrimento do real, adicionando uma camada de proteção contra os riscos e volatilidades do mercado brasileiro.

Estude o cenário econômico mundial

Outro ponto importante de se entender é que diversificação não consiste em agir de forma aleatória. Mais do que nunca, essa é uma estratégia que incentiva a sua conscientização sobre o destino do seu dinheiro. Nesse sentido, é importante entender melhor os motivos que o levam a diversificar em diferentes setores, classes e países.

Para isso, é fundamental contar com uma boa noção do cenário econômico mundial. Mas fique tranquilo, pois não quer dizer que você precisa ser um especialista em economia ou ciências políticas para entender o que está acontecendo. Na realidade, o importante é estar antenado no desempenho econômico de diferentes países e relações. Como ao comparar o Brasil e os Estados Unidos na disposição para atravessar a crise do COVID-19.

Normalmente, os países com melhores condições serão aqueles que tendem a reativar suas economias de maneira mais rápida.

Considere a diversificação internacional

É nesse sentido que se torna interessante considerar a internacionalização. Um exemplo claro disso pode ser visto na percepção do investidor brasileiro durante o primeiro semestre de 2020. Como todos sabemos, o Brasil atravessa a pandemia do novo Coronavírus em meio a um cenário interno delicado, com tensões políticas e econômicas.

O resultado disso pode levar um mercado de investimentos altamente volátil, o que pode ser desconfortável entre investidores de perfil conservador ou moderado, mas até mesmo para os arrojados, uma vez que a volatilidade não é sempre positiva.

Por que o mercado americano é uma consideração importante?

Agora que você entende mais sobre a diversificação da carteira, chega o momento de entender a situação mais comum desse tipo de estratégia, quando você é um investidor brasileiro e quer aplicar nos Estados Unidos. Para isso, elencamos três diferenciais do mercado americano. Acompanhe as subseções a seguir e fique por dentro.

Moeda

Além de ser a moeda que orienta as relações comerciais e financeiras em todo o mundo, o dólar é historicamente estável, sobretudo quando comparado com o real.

Mercado

O mercado financeiro americano é o mais volumoso, líquido e oportuno do mundo. Literalmente, ele concentra cerca de 44% de todo o capital aplicado no mundo, totalizando aproximadamente 30 trilhões de dólares.

Em comparação direta, no mesmo período, o Brasil contou com pouco menos de 1 trilhão de dólares, representando apenas 1,34% do mercado global. Percebe? Todo esse volume tem uma justificativa, que vem de um longo histórico de educação e cultura financeira, tipicamente oferecendo mais oportunidades para o investidor moderno.

Acessibilidade

Seguindo a vantagem anterior, destacamos dois pontos de acessibilidade: a facilidade de acessar o mercado e o alcance às principais empresas do mundo. No primeiro caso, a facilidade é manifestada pela simples abertura de conta em uma corretora americana, que pode ser feita sem estresse ou burocracia.

Já no segundo ponto, falamos da oportunidade de investir nas empresas, marcas e tendências que ditam o futuro da civilização moderna, como as empresas de tecnologia e varejo Amazon, Apple, Netflix, Facebook, Google e afins.

Por fim, elencamos uma última vantagem que contempla todas as outras: solidez econômica. Os EUA são um país que dispensa apresentações, sendo amplamente conhecido por sua estabilidade, pioneirismo e vanguarda no desenvolvimento tecnológico, financeiro e militar.

Lembre-se de que a diversificação e a alocação de ativos não garantem lucro ou garantia contra perdas e o desempenho passado não é garantia de resultados futuros. Investir envolve risco.

Saber como montar uma carteira de ações é algo que passa necessariamente por três etapas: analisar, planejar e investir. Ao longo deste texto, você viu diversas opções — dentre elas o investimento internacional — que pode contribuir para uma carteira mais diversificada e equilibrada, de modo que o horizonte de longo prazo também seja contemplado.

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