ETFs internacionais: como funcionam e quais os tipos?

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Como você sabe, investir em ações é apenas uma das diferentes formas que existem para interagir com o mercado financeiro. Por isso, aproveitamos o tema para elaborar este post especial sobre os ETFs internacionais. Afinal, você sabe como eles funcionam?

Caso não, sem problemas. O nosso propósito é justamente oferecer um compilado sobre o tema, demonstrando os principais destaques dessa classe de ativos. Assim, você aprimora as suas noções enquanto investidor e melhora o seu processo de decisão.

Vamos ao que interessa?

O que é um ETF?

ETF é uma sigla que abrevia a expressão em inglês Exchange Traded Funds. Tecnicamente, são produtos negociados nas bolsas de valores, compostos por uma cesta de ativos. Quando pensamos no mercado americano, existe uma enorme variedade de ETFs, que podem ser compostos por:

  • índices;
  • commodities;
  • moedas;
  • títulos da renda fixa;
  • ações por setores;
  • e muito mais!

No Brasil, os ETFs são popularmente conhecidos como fundos de índice, pois não há a mesma variedade de ativos das bolsas americanas. Seja como for, os ETFs são investimentos que refletem o desempenho de outros ativos na bolsa, como ações, índices e por aí adiante.

Como exemplo, considere um ativo popular no mercado nacional, o BOVA11. Em essência, esse é um fundo de índice que compila ações da B3, a bolsa brasileira. Nesse sentido, o desempenho desse fundo reflete a performance dos ativos que o compõem.

O mesmo vale para os ETFs de índice internacionais. Por exemplo, podemos destacar um que é negociado na B3, mas reflete os resultados de fora, o IVVB11, que replica o S&P 500, compilando a performance das 500 maiores empresas tecnológicas dos Estados Unidos.

Agora, pensando em um exemplo realmente internacional, destacamos o SPY. Esse é o ETF de índice legitimamente americano, negociado nos EUA, que reflete o índice do S&P 500. O seu grande destaque é a sua liquidez.

Em especial, os EUA contam com uma grande variedade desses ativos, compilando e refletindo o desempenho das empresas por uma variedade de parâmetros, setores e especificidades. Como exemplo, destacamos ETFs de:

  • moeda, como o UUP – Invesco DB US Dollar;
  • commodity, como o USO – United States Oil Fund LP;
  • setorial, como o XLF – Financial Select Sector;
  • imobiliário, como o IYR – iShares US Real State;
  • e vários outros.

Como funcionam os ETFs?

Inicialmente, o investidor que não está habituado com esse ativo pode até se perguntar: mas por que não investir em ações diretamente? Esse é um raciocínio válido, mas ele exclui uma das vantagens substanciais do ETF: a diversificação.

Afinal, quando é que você teria tempo e disposição para comprar as ações das 500 empresas de tecnologia da NASDAQ, realizando uma alocação proporcionalmente estratégica? Com os ETFs, é exatamente isso que acontece.

Sendo assim, o embate ETF e ações até faz sentido, mas por razões diferentes. Os ETFs podem ser uma alternativa interessante para a diversificação, enquanto a compra seletiva de ações costuma exigir mais tempo e dedicação de planejamento. Mas a realidade é que uma coisa não exclui a outra.

Tanto ETFs quanto ações são ativos importantes para uma carteira diversificada. Além disso, é fundamental falarmos sobre o funcionamento dos ETFs. Em essência, um ETF internacional é uma cesta de ativos negociada na bolsa, exatamente como uma ação.

Por conta disso, o valor do ETF flutua ao longo do pregão, refletindo o comportamento dos preços dos ativos que compõem esse fundo. Ou seja, de forma generalizada, se as empresas que compõem o S&P 500 sobem, o ETF SPY também subirá.

Além disso, é importante destacar a composição dos ETFs, que podem ser as mais variadas possíveis. Afinal, existem ETFs de índices, títulos, ações, commodities, moedas e muito mais.

Quais os diferentes tipos de ETF?

Agora, chega o momento de conhecer as diferentes categorias de ETF disponíveis no mercado. Como referência, utilizaremos ETFs originalmente internacionais, negociados nas bolsas norte-americanas. Veja.

Índice

O ETF de índice replica um índice do mercado. Nos Estados Unidos, o principal ETF de índice é o SPY, que como mencionamos, replica a performance do S&P 500 Index.

Ações

O ETF de ações espelha-se em uma composição específica de papéis e empresas do mercado. Como exemplo, destacamos o DIA, que compila o resultado das 30 ações do Dow Jones Industrial Average.

Commodities

Os ETFs de commodities são compostos por uma cesta desses ativos, que pode ser mista ou concentrada. Como exemplos, destacamos o USO e o UNG, que representam commodities de petróleo bruto e gás natural, respectivamente.

Moedas

Popularmente conhecidos como currencys ETFs, são cestas que acompanham a flutuação de uma determinada moeda. Como exemplo, destacamos os fundos de ETF FXE, FXY e FXB, compostos por moedas como Euro, Yen japonês e Libra Esterlina, respectivamente.

Inversos

Já aqui temos ETFs de caráter especulativo. Esses ativos rentabilizam na queda de determinadas ações, sendo compostos basicamente por operações de short selling, que é uma estratégia de investimento que especula na queda de preço de um ativo. Um exemplo clássico é o SH ProShares Short S&P 500, que aposta na queda das empresas do índice.

Outros

Por fim, existem outras modalidades de ETF. Por exemplo: os fisicamente lastreados, compostos por ouro real como o GLD, bem como os setoriais, que acompanham indústrias individuais, como BBH em biotecnologia, XLF em serviços financeiros, XLE em energia e assim por diante.

Como acessar boas oportunidades de ETF?

Agora que você conhece alguns tipos de ETF, é importante saber como acessar esse mercado. Ainda que existam ETFs no Brasil com enfoque nos ativos internacionais, acreditamos ser interessante focar uma rota diferente para a internacionalização do seu patrimônio.

Para isso, recomendamos acessar o mercado americano diretamente, inclusive abrindo conta em uma corretora de valores americana que possa contribuir nesse processo, como a Avenue.

Assim, você aumenta sua exposição aos principais ativos do mercado global, protegendo o seu capital da possível vulnerabilidade do Real frente a fatores como a alta valorização do dólar e a inflação. Com a conta aberta, basta navegar pelo painel de operações e negociar ETFs diretamente pela interface da corretora, como se estivesse comprando ações. Que tal?

Antes de concluirmos, é importante desfazer uma confusão comum no mercado doméstico. BDRs e COEs não são ETFs internacionais. Um BDR é um Brazilian Depositary Receipt, sendo um instrumento que permite a “compra” de empresas internacionais por meio da bolsa brasileira.

No entanto, a compra de um BDR de uma empresa internacional não faz com que você seja dono de uma parte dela, como seria se comprasse a ação diretamente. Já os COEs são Certificados de Operações Estruturadas, que combinam uma cesta de produtos da renda fixa com a variável.

Assim como os BDRs, os COEs possibilitam uma porta de entrada a ativos internacionais. No entanto, ambas as alternativas não são investimentos diretos nos ativos da economia norte-americana. Além disso, BDRs e COEs não replicam o desempenho de índices, moedas, ações, commodities e afins, como os ETFs de fato o fazem.

Antes de investir em qualquer fundo mútuo ou ETF, você deve considerar seu objetivo de investimento, riscos, encargos e despesas. Os ETFs estão sujeitos à flutuação do mercado e aos riscos de seus investimentos subjacentes. Os ETFs estão sujeitos a taxas de administração e outras despesas. Ao contrário dos fundos mútuos, as ações do ETF são compradas e vendidas a preço de mercado, que pode ser superior ou inferior ao seu NAV, e não são resgatadas individualmente do fundo. Os retornos dos investimentos variam e estão sujeitos à volatilidade do mercado, de modo que as ações de um investidor, quando resgatadas ou vendidas, podem valer mais ou menos do que seu custo original. Os ETFs estão sujeitos a riscos semelhantes aos das ações. Alguns fundos especializados negociados em bolsa podem estar sujeitos a riscos de mercado adicionais. Os produtos alavancados e negociados em bolsa inversa não são projetados para comprar e manter investidores ou investidores que não pretendem administrar seus investimentos diariamente. Esses produtos são para investidores sofisticados que entendem seus riscos (incluindo o efeito da composição diária dos resultados de investimento alavancados) e que pretendem monitorar e gerenciar ativamente seus investimentos diariamente.

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