Como funciona o mercado de ETFs de Renda Fixa nos Estados Unidos?

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Entre as várias oportunidades do mercado americano, existe uma que é interessante: os ETFs de Renda Fixa. Por isso, aproveitamos o momento oportuno para a internacionalização da sua carteira para discutir um pouco mais sobre esse tema.

O objetivo é apresentar um overview desse tipo de ETF, elencando suas vantagens e diferenciais. Assim, cumprimos a nossa missão de aprimorar seu conhecimento, com uma estratégia focada na diversificação do seu patrimônio.

Os ETFs de Renda Fixa

Primeiro, é importante entender o que são os ETFs. Em essência, ETF é a abreviação de uma expressão inglesa, exchange-traded fundUma forma comumde enxergar os ETFs é considerá-los como cestas de ativos, que podem ser compostas por um conjunto deações, títulos da renda fixa, moedas, commodities e afins.

No Brasil, os ETFs também são uma realidade. No entanto, não existe a mesma variedade de opções que ocorre no mercado americano. Por esse motivo, grande parte dos ETFs brasileiros são aqueles que espelham algum índice do mercado financeiro, como o BOVA11, que foi desenhado para replicar a performance do IBOVESPA.

Inclusive, essa é uma das vantagens de acessar o mercado americano, a possibilidade de investir em uma diversidade de ativos, cada qual com uma configuração e finalidade específica para o investidor.

Afinal, estamos falando do maior mercado financeiro do mundo, que em 2018 concentrou mais de 30 trilhões de dólares, representando 44,33% de todo o capital aplicado nas bolsas mundiais. Com tamanha maturidade e volume, os EUA oferecem produtos diferenciados em várias categorias.

Mas, então, cabe a você entender: o que são os ETFs de Renda Fixa? Especialmente no mercado americano, esse tipo de ETF é chamado de bond ETFs, indicando, portanto, que são ETFs compostos de títulos da Renda Fixa.

Diferentemente de outros ETFs, como os de índices que se replicam o desempenho de algum índice de mercado, ou os setoriais, que tendem a ter um desempenho de acordo com o desempenho das empresas que os compõem, os ETFs de Renda Fixa são geralmente compostos por empresas e títulos municipais, governo e dívida global.

O objetivo dessa modalidade é permitir que os investidores acessem bonds a um custo mais acessível. Afinal, os ETFs de Renda Fixa tipicamente contam com uma barreira de entrada consideravelmente menor do que a compra dos títulos avulsos.

Por conta disso, a classe oferece uma possibilidade para quem deseja investir nos EUA com diversificação, sendo uma modalidade interessante para quem pretende internacionalizar seu patrimônio no longo prazo.

O funcionamento dessa modalidade no mercado americano

Tecnicamente, os ETFs de Renda Fixa funcionam de maneira bem parecida com a compra dos títulos avulsos, com direito até mesmo ao pagamento periódico dos cupons de rentabilidade, geralmente em forma de pagamento de dividendos mensais.

No entanto, existe um detalhe que merece a sua atenção: a compra. Os ETFs estão ligados à bolsa em que são negociados, como a NYSE e a Nasdaq. Assim, eles podem ser acessados e comprados por qualquer investidor cadastrado em uma corretora americana.

Vantagens potenciais dos ETFs de Renda Fixa

Então, chega o momento de conhecer mais sobre is benefícios da modalidade, entendendo os motivos que fazem investidores buscarem essa categoria no mercado americano. Como você perceberá abaixo, os ETFs de Renda Fixa são apenas uma das inúmeras possibilidades no acesso ao mercado americano. Veja.

Principais benefícios

Tecnicamente, os ETFs são produtos de Renda Variável, pois são negociados nos amplos mercados da bolsa e oscilam conforme a performance dos ativos que o compõem. No entanto, os ETFs de renda fixa têm uma grande vantagem de benefício principal, eles tendem a ajudar a reduzir a volatilidade geral do portfólio ao longo do tempo.

Isso é possível por conta dos ativos que compõe um bond ETF, que geralmente são títulos e demais produtos da renda fixa.. Comparativamente, essa é uma seleção de ativos que tende a ser mais estável e previsível do que a cesta empregue em outros ETFs, como os de moeda, commodities, setores, índices e afins.

Custos

Diferente do que muitos possam pensar, os custos da compra desses ETFs tendem a ser altamente competitivos. Além de serem mais acessíveis do que os títulos avulsos, esses ETFs são geralmente amplamente negociados nas bolsas, onerando poucos custos operacionais para a realização dos seus aportes.

Diversificação

A diversificação, ou seja, a distribuição inteligente e harmônica do seu capital em várias classes de ativos, intercalando entre ações, ETFs, REITs e afins, tem como objetivo evitar a concentração do patrimônio em um setor ou modalidade para, assim, tender a minimizar a sua exposição ao risco. Lembre-se de que a diversificação não garante lucro ou garantia contra perdas.

Liquidez

Por fim, é importante destacar a liquidez dos ETFs, sobretudo em comparação com os fundos da renda fixa. Como apontamos anteriormente, os ETFs são ativos livremente negociados na bolsa. Isso significa que você comprar e vendê-los com a mesma facilidade com que faria com uma ação.

E é nesse cenário que a liquidez se demonstra um grande diferencial. Essa praticidade de compra e venda entrega a decisão e o timing de retirada nas suas mãos, sem que você precise aguardar os tradicionais períodos de saque que existem em alguns nos fundos de renda fixa.

Eventuais riscos dos ETFs de Renda Fixa

No entanto, é importante adotar uma abordagem ampla na observação dos investimentos, examinando tanto os prós como os contras de cada opção. Por isso, listamos os possíveis contrapontos dos ETFs de renda fixa, como o risco de crédito, reinvestimento e inflação.

Crédito

Tecnicamente, ETFs negociam títulos de dívida, ou seja, empréstimos que foram contraídos por contrapartes específicas, como empresas, governos e afins. O risco de crédito aponta para a eventual possibilidade de inadimplência, em que a parte devedora não honra a previsibilidade esperada na negociação.

Isto é, não realizando o pagamento dos juros, não quitando o valor nominal do título ou até mesmo pagando a dívida, mas em um período maior do que o inicialmente planejado. Apesar disso, trata-se de um risco consideravelmente baixo, sobretudo se compararmos com os demais ativos da renda variável — mas ainda assim, é importante levar em consideração.

Reinvestimento

Esse é um risco que aponta à possibilidade de que o fluxo de caixa de um investimento não seja suficiente para continuar reinvestindo no título. No entanto, esse é um cenário comum apenas para os títulos que emitem o pagamento periódico de cupons, pois os títulos de cupom zero não costumam oferecer esse risco.

Inflação

Por fim, se tratando de investimentos que geralmente trazem menor risco, os ETFs podem apresentar uma rentabilidade proporcionalmente menor, ficando portanto, mais vulneráveis ao desgaste causado pela inflação.

A avenida de acesso a esse mercado

Caso ainda não nos conheça, saiba que a Avenue é uma corretora referencial na internacionalização de investidores brasileiros, traçando uma rota inteligente e prática para a sofisticação do seu patrimônio.

Entre as nossas características, destacamos o nosso DNA tecnológico, o amplo suporte, o atendimento em português, a ferramenta multiplataforma com interface intuitiva e muito mais.

Portanto, não perca a oportunidade da alocação dos seus investimentos nos EUA. Para isso, basta aproveitar o momento e conhecer mais sobre nós.

Os ETFs estão sujeitos à flutuação do mercado e aos riscos de seus investimentos subjacentes. Os ETFs estão sujeitos a taxas de administração e outras despesas. Ao contrário dos fundos mútuos, as cotas do ETF são compradas e vendidas a preços de mercado, que podem ser maiores ou menores do que seu NAV, e não são resgatadas individualmente do fundo.

Investir em títulos envolve risco, incluindo risco de taxa de juros, risco de inflação, risco de crédito e inadimplência, risco de compra e risco de liquidez.

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