Investimento em dólar: um guia para começar já

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O investimento em dólar está na ordem do dia. Com o crescente movimento de “fuga para a qualidade” dos brasileiros que estão em busca de ativos que possam ser de menor risco, as aplicações na moeda norte-americana despontam novamente como uma alternativa.

Um dos motivos a se considerar para isso, aliás, é a própria alta do dólar que, em um contexto de crise global, tende a se valorizar perante moedas como o real.

No entanto, aplicações na moeda dos Estados Unidos não se restringem apenas à sua compra no varejo por meio de casas de câmbio como se pode pensar inicialmente. Há uma gama de opções que podem ser exploradas.

O investimento em dólar

O dólar tornou-se a moeda mais forte do mundo principalmente depois da Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918. Nessa época, a moeda dominante em escala global era a libra esterlina, da Inglaterra. 

Com a economia inglesa arrasada depois do conflito armado, os Estados Unidos viriam a emergir como potência econômica. Essa condição acentuou-se ainda mais depois da 2ª Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.

Desde então, as principais bolsas de valores do mundo, bem como boa parte das economias nacionais, orientam-se pelo dólar para pautar investimentos e políticas. Ou seja: a moeda dos Estados Unidos tornou-se uma espécie de indexador econômico mundial.

Vamos conferir, então, alguns pontos positivos que investir em dólar traz para quem aplica em ativos financeiros diretamente referenciados por essa moeda.

Moeda forte

Ter dólares em reserva é sempre uma alternativa interessante, mesmo que a cotação esteja controlada. Isso porque existe sempre a expectativa de sua alta.

Não por acaso, há quem busque meios para ter uma renda passiva em dólar, uma vez que a simples variação do câmbio pode gerar lucros.

Pode abrir portas para o mercado americano

Investir nos EUA é a alternativa que uma grande parcela dos brasileiros encontra para se proteger das possíveis instabilidades do mercado local. É o” Flight to Quality”, em que os investimentos no exterior surgem como uma possível solução quando os rumos da economia brasileira parecem incertos.

Sendo o dólar uma moeda de referência, momentos assim podem representar também um caminho para começar a operar com ativos no mercado estadunidense. Nesse caso, há uma vantagem adicional, já que, além da soma dos rendimentos desses ativos, será agregada a variação do câmbio para os que investem a partir do Brasil.

Embora a cotação dólar-real também possa, em alguns momentos, favorecer a moeda brasileira, é provável que ela valerá menos.

Opção para diversificar a carteira

O “Flight to Quality” é um das muitas estratégias de diversificação internacional de ativos. De forma indireta, aplicações que rendem juros ou se valorizam em dólar também se encaixam nessa alternativa de investimento.

Tal como, por exemplo, aplicar em ações de tecnologia, a opção por ativos que remuneram em dólar é mais uma alternativa para formar uma carteira diversificada.

Lembre-se de que, à variação cambial, tende a ser somada à rentabilidade esperada dos investimentos nos Estados Unidos. Por isso, ainda que haja momentos de baixa, geralmente haverá a potencial de altas.

Formas de se investir

Confira na sequência que tipos de aplicação você poderá explorar em dólar em sua fuga para qualidade.

ETFs

Uma opção para se investir no exterior é através dos Exchange-Traded Funds (ETF). Trata-se de um ativo financeiro criado em 1993 que se caracteriza por uma cesta de títulos, índices, commodities e diversos outros ativos. Ou seja, ao investir nele, você não estará comprando apenas uma ação, mas um conjunto delas.

ETFs são negociados como ações.

REITs

Tal como os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) no Brasil, os Real Estate Investment Trust (REIT) são fundos pelos quais pessoas físicas aplicam no ramo de imóveis. Pode ser uma modalidade vantajosa, já que 90% do lucro tributável de um REIT é geralmente distribuído aos acionistas na forma de dividendos.

No entanto, a maior parte dos rendimentos desses ativos vem efetivamente da cobrança de aluguéis, venda e hipoteca dos imóveis vinculados ao fundo. Cabe ressaltar que, no mercado americano, os REITs são constituídos como empresas.

ADRs

Os American Depositary Receipts (ADR) são o equivalente aos BDRs, os Brazilian Depositary Receipts, negociados na B3. A diferença, nesse caso, é que os ADRs são ativos de empresas que não são americanas negociadas fora do país.

Ações comuns e fracionadas

Da mesma forma que acontece no mercado brasileiro, há ações que pagam dividendos em moeda americana ao serem mantidas sob custódia. Isso amplia ainda mais o leque de possibilidades a ser explorado, constituindo-se uma renda além da que seria obtida pela valorização da ação.

Lembre-se de que não há garantias de dividendos futuros.

A mesma analogia vale na hora de escolher que tipo de ações devem ser compradas, já que algumas podem apresentar dividendos com potencial para maior rentabilidade. Por isso, é incentivada uma análise técnica criteriosa antes de decidir.

Dica: clientes da Avenue contam com diversos conteúdos destinados aos seus clientes que podem auxiliar na tomada de decisões.

Como começar a investir no mercado americano

É possível investir de forma mais fácil e prática no mercado americano a partir do Brasil. Para isso, você precisará abrir conta em uma corretora americana que tenha suporte local, em português, já que os termos e o próprio jargão técnico em inglês nem sempre são conhecidos.

O mais importante é que, antes de começar, algumas etapas indispensáveis sejam cumpridas. Embora o papel da corretora seja justamente prestar apoio e orientação sobre investimentos, é fato que, um cliente mais informado, pode tomar decisões mais informadas e geralmente reduzir seus riscos.

Com base na nossa experiência e para que você comece mais informado, sugerimos seguir o passo a passo abaixo antes de ingressar no “Flight to Quality.”  

Analise o mercado

Um dos consensos entre especialistas do mercado financeiro norte-americano é que, antes de investir, vale fazer uma análise cuidadosa do contexto geral, ainda que não exista um momento certo. Isso inclui conhecer os fatores macroeconômicos.

Um exemplo disso é a recente guerra comercial entre Estados Unidos e China, que, há algum tempo, vem gerando impactos nas principais bolsas de valores do mundo. Nunca é demais lembrar que é na maior delas, a New York Stock Exchange (NYSE), que estão listadas algumas das maiores empresas do mundo, portanto, o que acontece no mercado dos Estados Unidos tem repercussão em escala global e deve ser avaliado.

Abra conta em uma corretora

Tendo um overview do mercado, o próximo passo é abrir conta em uma corretora americana. A Avenue, possui atendimento voltado para clientes brasileiros, em língua portuguesa. Essa será sua primeira escala no Flight to Quality e, para isso, basta apenas seguir algumas etapas:

  • acesse o site da Avenue;
  • clique em “Abra sua Conta”;
  • selecione o seu país de residência;
  • informe seus dados pessoais e telefone de contato;
  • informe seus dados financeiros;
  • envie a documentação.

Escolha o ativo em dólar

Agora que você tem uma conta aberta, está apto para investir em ativos financeiros lastreados em dólar. Basta fazer o login e acessar sua home para fazer o seu primeiro depósito em dólar e negociar ações e ETFs no mercado americano. 

Na Avenue o depósito pode ser feito via TED a partir de uma conta bancária brasileira.

Esperamos que esteja mais informado para seu próximo investimento em dólar e que seu “Flight to Quality” traga os resultados que você espera.

Caso tenha alguma dúvida sobre o que acabou de ler ou queira acrescentar algo, será um prazer receber seu comentário.

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