Conheça mais sobre seu perfil de investidor

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Para montar uma carteira de investimentos sólida e administrá-la de forma responsável e protetiva para o seu patrimônio, o primeiro passo é entender seu próprio perfil de investidor. Do contrário, o risco de fazer parte do efeito manada pode aumentar.

Aliás, trata-se de uma instabilidade que muitos não desejam enfrentar no mercado de ações. Mas ainda assim, é um comportamento muito comum. Afinal, como é possível identificar esse perfil? O que é exatamente o efeito manada? O que podemos fazer, com base nessas informações, para construir um portfólio personalizado que leve em consideração seus objetivos financeiros?

Para responder a essas e outras perguntas, criamos este conteúdo especial em parceria com William Castro Alves, Estrategista-Chefe da Avenue. Se deseja tirar suas dúvidas e aprofundar seu conhecimento no assunto, continue lendo.

Por que ter cautela com o efeito manada?

O termo efeito manada refere-se a um hábito humano: o de repetir ou imitar o comportamento de outras pessoas, sobretudo aqueles que consideramos mais influentes. Isso não significa necessariamente algo ruim, já que a ação coordenada é uma das grandes responsáveis pela própria formação das sociedades.

Contudo, em diversos contextos, ser apenas mais um indivíduo em um grupo que age de forma homogênea pode trazer alguns riscos. Quando o assunto é investir em ações, isso fica ainda mais claro. Afinal, se todos os investidores se comportassem da mesma forma, possivelmente nenhum teria um desempenho de destaque.

O fato é que o efeito manada tornou-se ainda maior nas Bolsas de Valores com a facilitação do acesso às tecnologias e aos meios de compra e venda de ações. William Castro Alves mostra que o pensamento é bem simples: “eu vou investir naquelas empresas que todo mundo investe”.

Isso é geralmente feito sem grandes análises e sofisticação. Empresas como, por exemplo, Microsoft e Netflix, cujas marcas são conhecidas pela maioria das pessoas, atraem a atenção do público em geral. O resultado normalmenteé uma grande soma de investimentos feitos com base em critérios superficiais e pouco produtivos, do ponto de vista do potencial de lucro.

Como descobrir seu perfil de investidor?

Uma solução para o problema, como explicamos, é conhecer seu próprio perfil de investidor. O motivo é simples: não basta simplesmente fugir do efeito manada e encontrar referências ainda melhores. O sucesso dos seus portfólios depende, em primeiro lugar, dos seus próprios objetivos e, principalmente, das suas condições e possibilidades de investimento.

O valor disponível e o tempo de resgate, por exemplo, podem ser considerados, então, seu perfil financeiro deve influenciar algumas decisões.

William nos traz outros dois pontos que merecem atenção. O primeiro é a propensão ao risco. “Tem algumas pessoas que gostam mais de correr risco na vida, em geral”. Ele explica que um perfil comum é o do profissional autônomo. Na prática, são as pessoas que se arriscam mais e assumem um papel mais ativo nas tomadas de decisão — algo que não se limita a questões financeiras, mas à vida como um todo.

O segundo ponto é a capacidade de correr riscos. Veja que não estamos falando da disposição da pessoa, mas do quanto isso é viável para aquele indivíduo. Para exemplificar, William descreve o investidor que “tem um capital, que ele necessita para fazer frente às suas despesas (…). Então, ele não pode perder esse dinheiro no curto prazo”.

A grande questão é: o quanto estou disposto a fazer e o que exatamente eu posso fazer.

Por que devemos observar o mercado dos EUA?

Investir no exterior pode ser uma estratégia valiosa para quem quer encontrar o equilíbrio entre seu perfil financeiro e as oportunidades do mercado. Quando levamos em consideração a relação entre dólar e inflação, chegamos à conclusão de que o mercado nacional não faz frente ao americano nos quesitos robustez e liquidez.

O Estrategista-Chefe da Avenue aponta que um grande diferencial é a diversidade. Isso “acaba beneficiando o investidor, que tem outros setores da economia nos quais pode investir. (…) Ele consegue montar uma carteira mais diversificada e, consequentemente, possivelmente mais protegida em cenários de incerteza e volatilidade”.

Em resumo, significa que o dólar é, geralmente, uma moeda mais segura, e os Estados Unidos representam um mercado que oferece maior liquidez. Com um leque de opções maior, é possível complementar uma reserva financeira feita em renda fixa, por exemplo, com investimentos diversificados de risco um pouco mais alto, cuja rentabilidade é mais interessante.

Como montar uma carteira personalizada?

O ponto de partida deve ser a busca pelo auxílio de especialistas. Uma corretora como a Avenue ajuda investidores de todos os perfis a traçarem seu caminho de maneira personalizada rumo ao mercado americano.

“Quando a gente se aventura em uma atividade que não é a nossa atividade core, ou seja, aquilo (…) que a gente está acostumado, é importante ter um auxílio profissional”, recomenda William.

Na própria plataforma da empresa, você encontra diversos materiais que auxiliam o investidor internacional, como: ideias de investimento, salas de análises, stock screener, ações em destaque e melhores setores. Além disso, os especialistas da Avenue (Avenue Global Advisors LLC) providenciam um portfólio de sugestões a partir das suas preferências e, é claro, da sua tolerância a riscos.

“Eu acho importante, sim, o investidor considerar uma carteira global, uma participação em dólar. É uma moeda mais forte que garante essa tranquilidade”, destaca William. Ou seja, é uma maneira de garantir que seu dinheiro encontre o destino mais adequado para produzir a liquidez que você espera dentro das suas expectativas de risco.

Como você pôde notar, entender seu perfil de investidor pode ajudar a delinear uma estratégia de sucesso para sua atuação no mercado global. Pondere seus objetivos e busque a ajuda de quem é experiente no assunto. Embora qualquer investimento pressupõe algum risco, há chances de se estabelecer uma carteira saudável e com possibilidades de retorno.

Lembre-se de que, embora a diversificação possa ajudar a disseminar o risco, ela não garante lucro nem protege contra perdas. Sempre existe a possibilidade de perder dinheiro quando você investe em títulos ou outros produtos financeiros.

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