Índice S&P 500: Descubra o que é e como funciona

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Investir em ações no mercado americano é um objetivo importante para muitos investidores brasileiros. Afinal, a bem estabelecida economia americana e a estabilidade monetária dos EUA podem ser uma atração para muitos investidores que buscam aumentar sua riqueza. Por isso, criamos este conteúdo para falar sobre o Índice S&P 500.

Caso não esteja familiarizado com o termo, não há problemas. Como sempre, a nossa missão é colaborar ativamente com o seu desenvolvimento como investidor, apresentando conceitos, índices e ideias de ativos que podem te ajudar na internacionalização dos seus investimentos.

O que é o índice S&P 500?

Standard & Poors 500, S&P 500, ou simplesmente, SPX: são os termos usados ​​por muitos investidores como referência para indicar esse índice do mercado financeiro norte-americano. Como todo índice, o seu objetivo é compilar e acompanhar a performance dos ativos que o compõem.

Quando falamos do S&P 500, nos referimos a um índice que rastreia as principais ações das 500 maiores empresas listadas nas bolsas americanas. A barreira de entrada é absolutamente alta, pois compila, nada mais, nada menos, do que as 500 maiores companhias de capital aberto dos Estados Unidos.

Por essa configuração, o índice lista tanto empresas da NYSE como da NASDAQ, que são as duas principais bolsas de valores dos EUA. Dado o protagonismo das empresas desse índice, nós acreditamos que você conhece ou interage com muitas marcas que o integram.

Rapidamente, vale citar alguns exemplos, como Amazon, Microsoft e Apple. Composto por inúmeras grandes empresas do ambiente industrial e tecnológico, o S&P 500 é um índice a ser levado em consideração para quem está estudando a internacionalização de seu patrimônio ou para se investir em ações ou em ETFs ligados a performance do próprio índice.

Por fim, vale falar sobre um índice equivalente no mercado brasileiro, o IBOV, popularmente conhecido como o Ibovespa. Assim como o S&P 500, o IBOV é um índice que compila e acompanha a performance das principais empresas listadas na bolsa brasileira, a B3.

Enquanto o S&P 500 é consistente ao compilar as 500 principais, o IBOV concentra algo em torno de 60 empresas, variando sutilmente a cada nova composição realizada a cada trimestre.

Ainda assim, a ideia é fundamentalmente a mesma: reunir as maiores empresas, em volume e liquidez, oferecendo uma espécie de termômetro sobre o mercado financeiro. Por essa razão, índices como o S&P 500 e o IBOV são indicadores geralmente fiéis sobre a “temperatura” do mercado.

Um exemplo disso se dá em períodos-chave da história econômica, durante janelas de amplo crescimento, crises ou pandemias. Analise os dados em nossa história recente:

  •       SPX bate a sua máxima histórica de 3.386,15 pontos em 19 de fevereiro de 2020;
  •       desse ponto, caiu 33,92% para 2.237,40 em 23 de março, sentindo os impactos da crise do coronavírus de 2020;
  •       desde então, subiu 39,26% para 3.115,86 em 1 de julho de 2020, com as expectativas renovadas em torno de vacinas, tratamentos e recuperação econômica.

Lembrando que isso não configura uma recomendação, apenas serve como uma observação técnica da flutuação do índice no mercado americano. Inclusive, esse foi o tema de um episódio (S&P zera perdas no ano) do Bom Dia USA, o podcast apresentado pelo nosso estrategista-chefe, William Castro Alves.

Como ele funciona?

Agora que você entende o conceito do S&P 500, chega o momento de conhecer o cálculo por trás de sua composição. Afinal, compilar a participação das 500 large caps listadas nos EUA não é uma tarefa exatamente fácil. Para isso, o índice publica um periódico atualizado sobre a sua metodologia.

A partir da sexta página, esse material compila os critérios de elegibilidade para a participação no índice. A partir da décima, descreve os instrumentos de composição, a reconstituição anual e o peso variável em função da metodologia free-float, que é o movimento realizado pelo índice, enquanto ele considera e espelha a movimentação das empresas que o compõem na bolsa.

Em essência, a composição do índice considera o market cap de todas as empresas somadas. No entanto, o denominador da equação, responsável por indicar a distribuição proporcional de cada empresa no índice não está disponível para o público.

Mas isso não perturba o objetivo central do índice, que é fornecer um indicador geral do comportamento do mercado. Afinal, o peso das empresas no S&P 500 está proporcionalmente vinculado à capitalização de mercado dessa marca.

Não por acaso, a performance de companhias com market cap acima de 1 trilhão de dólares, como Amazon, Apple e Microsoft, tende a impactar o índice de maneira mais severa do que as demais 497 empresas. Sendo assim, consumir notícias sobre o S&P 500 pode ser um hábito importante para quem decide internacionalizar a sua carteira.

Quais empresas compõem o S&P 500?

Microsoft, Apple, Amazon, Facebook, Alphabet, Johnson & Johnson, Berkshire Hathaway, Visa, Procter & Gamble, JP Morgan são apenas alguns exemplos. Na realidade, essa descrição foi absolutamente resumida, jogando luz apenas sobre dez empresas, as com maior concentração e impacto sobre o índice.

Para conhecer todas as empresas integrantes, recomendamos o painel organizado pela Business Insider. Nesse portal, você tem a oportunidade de conhecer e navegar por todas as empresas do S&P 500 e outros índices de relevância internacional, como Dow Jones, NASDAQ 100 e por aí adiante.

Quais ETFs seguem o índice do S&P 500?

Não por acaso, a S&P 500 é um índice econômico importante que diz o quão bem a economia americana e seu mercado estão, sobretudo agora, em plena travessia da crise do coronavírus.

Como já tratamos em outros artigos, os fundos de índice estão ganhando popularidade entre quem busca diversificar o seu patrimônio, acessando várias empresas e performances por meio de um único investimento. Inclusive, os maiores ETFs na bolsa americana são fundos de índice.

Aqui, a título de exemplificação, falamos especificamente do SPY e do VOO. Ambos consideram o desempenho do S&P 500 como um ponto referencial para a sua flutuação no mercado. Além disso, os dois são negociados pelo balcão da NYSE, a bolsa de valores de Nova Iorque.

Dessa forma, o investimento em ETFs, assim como em outros ativos nas bolsas dos Estados Unidos, exige a abertura de uma conta no exterior. Como já explicamos no artigo referenciado ao lado, esse pode ser um processo simples e rápido, sobretudo para internacionalizar seu portifólio com a Avenue.

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A diversificação não garante lucro ou garantia contra perdas.

O desempenho passado não é garantia de resultado futuro.

O S&P 500 Index é um índice ponderado por capitalização de mercado de 500 ações ordinárias escolhidas pelo tamanho do mercado, liquidez e grupo da indústria.

Os investidores devem considerar os objetivos de investimento, riscos e encargos e despesas de um fundo mútuo ou Exchange Traded Fund (“ETF”) cuidadosamente antes de investir.

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