Como a volatilidade do mercado impacta o seu investimento em ações?

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A volatilidade de mercado é um tema que marca presença nos debates sobre o mundo dos investimentos. Fatores como um pico de inflação do dólar ou a crise na economia mundial causada pela pandemia da COVID-19, tendem a acentuar as discussões sobre o assunto. Mas, afinal, o que significa exatamente essa volatilidade?

É senso comum que o mercado passa por variações, mas para entender melhor sobre investimentos é importante compreender com mais profundidade como e por que essa oscilação ocorre. Pensando nisso, criamos este artigo em parceria com um experiente estrategista.

Com esta leitura você entenderá melhor o conceito de volatilidade de mercado e descobrirá algumas dicas de William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue. Confira.

Afinal, o que é volatilidade de mercado?

O conceito de volatilidade se refere à variação do preço dos ativos no mercado, mas não só isso. Afinal, a base de todas as operações é justamente a mudança dos valores, o que gera lucros e movimenta o mercado. O fato é que essas alterações podem ocorrer como uma flutuação — mais estáveis — ou de forma mais acentuada.

Logo, “a volatilidade é o quanto os ativos (…) sobem [e] o quanto eles caem em relação à sua média”, explica William Castro Alves. A valorização ou desvalorização pode ser bem rápida, pois o mercado responde com velocidade a mudanças econômicas, políticas ou mesmo específicas de uma empresa. Portanto, além da velocidade, a volatilidade implica amplitude na mudança.

Resumidamente, podemos concluir que o mercado é considerado volátil pois se manifesta de maneira que não tende a ser 100% previsível, já que seu comportamento pode mudar rapidamente e de forma acentuada em resposta a um evento. Vejamos, então, que tipos de volatilidade podemos observar.

Quais fatores podem motivar a volatilidade do mercado?

O estrategista-chefe da Avenue, que é especialista em mercado internacional e em investimentos nos Estados Unidos, destaca que um primeiro fator é o impacto econômico. Uma mudança na capacidade de produção de uma empresa ou o lançamento de um produto, por exemplo, podem fazer com que seus ativos ganhem ou percam valor de mercado em pouco tempo.

Além disso, a volatilidade pode ser fruto “de um evento político ou de um evento geopolítico“, ele explica. Afinal, “decisões políticas influenciam no dia a dia das empresas”, complementa William. A título de exemplo, podemos observar um momento crítico para o setor petrolífero no início de 2020.

Na ocasião, um atrito entre Rússia e Arábia Saudita resultou em uma queda vertiginosa do valor do barril, implicando uma desvalorização de diversas empresas em todo o mundo. No caso, veja que o petróleo é um recurso central para o mercado de transportes e, consequentemente, afeta muito dos outros setores, seja de produtos, seja de serviços. Logo, a volatilidade tende a ser muito alta em cenários como esse.

“Decisões políticas acontecem todos os dias”, conta William, “e elas podem acabar impactando o mercado”. Alguns dados macroeconômicos são usados para mensurar o quanto as empresas estão vendendo e quanto elas podem lucrar. Alguns exemplos trazidos por William são:

·       taxa de emprego;

·       taxa de inflação;

·       taxa de atividade da indústria, etc.

Um outro fator de relevância é o cenário interno das organizações. Por exemplo, William cita uma eventual fraude contábil. “Isso tende a gerar uma volatilidade muito grande”, explica.

Nesse caso, trata-se de um “fator de volatilidade que pode fazer com que o preço dos ativos se movimente bastante”. No exemplo em questão, é claro, essa movimentação será negativa, gerando desvalorização para os investidores daquela companhia.

Quais os outros impactos que isso gera nos investimentos?

De acordo com William, a volatilidade pode assustar alguns investidores, já que ela traz certa instabilidade, fazendo com que muitos se desfaçam de seus investimentos por não entenderem que os ativos variam de preço. “Muitos ficam preocupados e não conseguem conviver com a possibilidade de ver o preço do ativo do qual ele é dono (…) reduzir-se de forma momentânea”, complementa.

O grande problema, explica William, é que isso leva a decisões precipitadas. Surge, então, uma incerteza atrelada aos investimentos. “Você espera ter um retorno maior se você aceita correr bastante risco. Se aceita essa variabilidade, [é] porque você quer um retorno maior. Quando esse retorno não vem, você fica frustrado”.

Consequentemente, estamos falando de tomadas de decisão que não acompanham a realidade exigida por aquele cenário — o que nos leva à questão de como lidar com isso.

Como podemos nos beneficiar da volatilidade de mercado?

“A melhor forma de se beneficiar da volatilidade é entender que ela existe e saber que ela acontece de forma muito corriqueira”, explica William. A partir desse ponto, podemos “aproveitar os movimentos de muita incerteza que acabam acontecendo no mercado exatamente para montar posições de investimento”. Ou seja, a estratégia deve considerar essa variação nos riscos e nos preços.

“[É] nessa hora que o investidor pode aproveitar, digamos assim, desses movimentos do mercado para comprar ativos. É melhor comprar a preços mais baixos do que comprar a preços mais altos. Em vez de ser influenciado pelo noticiário, pela empolgação de um mercado, ao contrário, pode se levar em consideração aproveitar movimentos de muita incerteza, de instabilidade (…), para aí sim montar seu portfólio de investimentos“, complementa.

Contudo, é fundamental contar com o apoio de profissionais especializados. Sem isso, surge o potencial “risco de [o investidor] incorrer em erros primários, erros básicos, por não entender o funcionamento do mercado”, explica o estrategista-chefe da Avenue.

A Avenue tem profissionais capacitados para ajudar e fazer o atendimento do investidor, fornecendo a expertise de profissionais que já passaram por muitos momentos de instabilidade e volatilidade no mercado. Will destaca como esse diferencial é importante.

“Somos uma corretora americana, estamos nos Estados Unidos, entendemos o mercado americano e esse pode ser um diferencial bastante importante na hora de definir onde investir”. Nesse sentido, a corretora se destaca como aliada para quem quer informação para o crescimento de seu portfólio.

Como você pôde ver, é possível lidar com a volatilidade do mercado de maneira a tirar proveito das variações que ela traz consigo. Então, conte com o apoio de quem entende do assunto e construa uma carteira de investimentos globais.

Se quer entender em detalhes como a Avenue faz esse trabalho, acesse nosso portal e conheça os nossos serviços.

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